Blog de Notas

Ideias e Comentários

domingo, fevereiro 13, 2005

The History of Weblogs

The History of Weblogs


Pequeno artigo acerca da história dos weblogs, escrito por Dave Winer, autor do Scripting News, um dos mais antigos weblogs, ainda existente.

Harvard Weblogs: What makes a weblog a weblog?

Harvard Weblogs: What makes a weblog a weblog?

Este artigo define weblog, reunindo as suas principais características, como os permalinks; arquivos; RSS, entre outros. Estabelece também a diferença entre wikis e weblogs.

sexta-feira, fevereiro 11, 2005

Weblogs (Blogs)

Weblogs (Blogs)

Página com diversos links para literatura cujos temas chave são: weblogs, RSS, bibliotecas,educação...

ALA | Weblogs

Weblogs and Public Libraries

"This text will discuss how public libraries are using weblogs on their library web-pages to provide content, enhance community interaction, and market programs. Librarians are known for their creativity, and weblogs can be the platform to enhance that creativity without getting bogged down in technology."

O que a American Librarian Association tem a dizer acerca dos Weblogs no contexto da bibliotecas...

Finalmente, o regresso...

Após cerca de um ano de inactividade, o Blog de Notas regressa, mas com uma filosofia renovada. Assim, servirá como apoio ao processo de desenvolvimento de uma tese com o tema Blogs e Bibliotecas, no âmbito do Mestrado em Estudos de Informação e Bibliotecas Digitais, do ISCTE. É aqui que ficará o registo de materiais, mais ou menos pertinentes, encontrados ao longo do processo de investigação que culminará, desejavelmente, no trabalho final...

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

A ÉTICA NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO

A Sociedade da Informação é aquela “onde a componente da informação e do conhecimento desempenha um papel nuclear em todos os tipos de actividade humana em consequência do desenvolvimento da tecnologia digital, e da Internet, induzindo a novas formas de organização da economia e da sociedade” (UMIC; 2003). O enfoque recai sobre a informação, conceito-chave nesta era, principalmente na sua produção, organização e partilha. A partilha de informação está a cargo de organizações como as bibliotecas e ainda os meios de comunicação em geral. Contudo, o ciberespaço tem conquistado o seu lugar de importância, por ser um espaço privilegiado na sociedade da informação e porque permite o acesso global, universal e rápido à informação.
Na era da informação, a produção de informação é um direito de todos os indivíduos, que podem produzir e lançar os seus produtos no espaço privilegiado que é o cibernético. Por outro lado, o livre acesso à informação é também garantido como direito universal. Porém, se todos podem produzir sem limite ou censura, o ciberespaço acaba por conter informação útil, idónea, mas também enormes quantidades de lixo cibernético. Como filtrar os conteúdos? Com que critérios?
As novas tecnologias, ferramentas primordiais e alavanca da sociedade da informação, podem assegurar a segurança e a privacidade dos indivíduos, quer dos que produzem a informação, quer dos que a consultam?
Estas questões levantam o véu sobre a necessidade de trazer de volta a Ética, imperativos éticos que ajudem a equilibrar a relação indivíduo/tecnologias, de modo a assegurar uma co-existência saudável e uma relação justa, em que a tecnologia providencie ao indivíduo o que este necessita, na medida certa.
Mas, realmente, o que é a Ética? A raiz etimológica da palavra ética mergulha em dois termos gregos: Èthos, que significa hábito ou costume – “entendidos, com uma certa superficialidade, como maneira exterior de comportamento” (Gomes; 2002) e Êthos, que significa “lugar ou pátria onde habitualmente se vive e o carácter habitual (ou maneira de ser ou até de pensar) da pessoa” (Gomes; 2002). Basicamente, o ético traduz-se por “modo ou forma de vida” e envolve “ as disposições do homem na vida, o seu carácter, costumes e, claro, também a moral” (Gomes; 2002). Muitas vezes confundida com o conceito de moral, a ética “implica sempre uma reflexão teórica sobre qualquer moral, uma revisão racional e crítica da validade da conduta humana” (Marta;). Neste sentido, o que se procura é fundamentar e legitimar o comportamento humano face às situações com que se depara no quotidiano e as decisões que toma.
Em Ethical Aspects of Digital Libraries, Rafael Capurro desenvolve o tema da ética no quadro das bibliotecas digitais, encarando-as como um desafio ético. Estas, por sua vez, defrontam-se com desafios como o acesso e a preservação. Por outro lado, no já citado artigo, Capurro discorre acerca da problemática da necessidade de integrar o espaço cibernético, mais concretamente o espaço das bibliotecas digitais, no mundo vivencial dos indivíduos e os problemas que daí advêm.
Cabe às bibliotecas compilar e organizar a informação e assegurar o acesso à mesma. E se no caso das bibliotecas convencionais esta não é tarefa fácil, no âmbito das bibliotecas digitais a dificuldade tende a ser maior. Ora, fiéis ao seu código de ética, os profissionais de informação “são defensores intransigentes do acesso à informação e unem esforços para que esta atitude seja corroborada por uma prática, contínua e exigente, de alerta contra todas as formas de censura" (APBAD; 1999). Num universo como o ciberespaço, em que qualquer um pode ser autor, querendo isso dizer que “o nível de [disparates], lixo e inutilidades aumenta na rede à razão de centenas de milhares de páginas por dia” (Sabbatini; 2000), como é possível seleccionar o que de facto interessa, sem recorrer a qualquer tipo de censura?
Por outro lado, os indivíduos têm garantido, como direito humano universal, liberdade de expressão ilimitada. Senão, atentemos no artigo 19º da Declaração Universal dos Direitos Humanos: “Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão” (Nações Unidas; 1948).
A liberdade de expressão permite ao indivíduo exprimir-se livremente, sem censura e ainda difundir, seja por que meio for, as suas ideias. Inevitavelmente, esta questão traz à luz a necessidade de formar cidadãos do ciberespaço, tal e qual o preconiza Vincent Mosco ao afirmar que a cidadania na era digital traduz-se em “treating cyberspace as a public space or “new commons” to which all people have right of Access and participation, reasonable expectations pf privacy and security, and, along with these rights, civic responsibilities of active involvement in this new commons and mutual respect for fellow cyber-citizens” (Mosco; ).
Fundamentalmente, importa frisar que um cidadão bem formado respeita os seus pares e se cumprido este princípio, o ciberespaço seria um ambiente mais saudável, e a necessidade de filtrar os conteúdos electrónicos não seria tão premente. Contudo, mais do que nunca, as bibliotecas e os bibliotecários tornam-se pontos-chave e principais agentes na criação daquilo que Nancy John denomina “world-wide information ecology” e na qual eles são “essential to the creation of a healthy global information infrastructure” (John; ).
A privacidade é também, no entender de Capurro, uma questão fundamental nas bibliotecas digitais. Os profissionais de informação acreditam também que a privacidade deve ser assegurada, e assumem-no no seu código de ética. De igual modo, este direito é assegurado como direito humano universal “Ninguém sofrerá intromissões arbitrárias na sua vida privada, na sua família, no seu domicílio ou na sua correspondência, nem ataques à sua honra e reputação. Contra tais intromissões ou ataques toda a pessoa tem direito a protecção da lei” (Nações Unidas; 1948). De facto, “the protection of privacy is considered a fundamental human right, indispensable to the protection of liberty and democratic institutions” (Rotenberg; ).
Contudo, preservar a privacidade na sociedade da informação não se afigura uma tarefa fácil nem pacífica. As novas tecnologias, principalmente o ciberespaço, não parecem fomentar a privacidade dos seus utilizadores. No contexto da tecnologia, a privacidade refere-se a “ability of individuals to control the collection and use of personal information held by others” (Rotenberg; ) e precisamente neste contexto, assegurar a privacidade não é fácil, isto devido ao facto de, entre outros factores, ser complexo aplicar leis num contexto tão especial e mutável quanto aquele.
Realmente, a nossa privacidade é ameaçada por diversos agentes. Em diversas situações, o utilizador depara-se com a necessidade de divulgar dados pessoais, sem saber os fins a que se destinam ou se a sua privacidade está assegurada, o que, na maioria dos casos, não acontece. No supermercado, em compras on-line, numa candidatura para um emprego, só para mencionar alguns casos, o indivíduo tem de, regra geral, divulgar dados da sua vida pessoal que, de outra forma, não divulgaria.
Actualmente, deparamo-nos com apelos no sentido de fazer uso das novas tecnologias para solicitar documentos, entregar a declaração de IRS, concorrer a empregos on-line, candidatar-se aos concursos nacionais no caso dos professores… No fundo, é um pouco da nossa vida que circula no espaço indeterminado que é o ciberespaço. E que garantias há de que esta informação é usada única e exclusivamente para os fins a que se destina?
Um dos direitos que assistem aos cidadãos é o direito de votar e assim ditar, ainda que indirectamente, os desígnios da democracia. Contudo, o exercício deste direito pode ser dificultado pelo facto de o cidadão se encontrar fora do país. Uma solução para esta situação passaria pelo voto electrónico, que permitiria ao indivíduo exercer a sua cidadania. Algumas questões seriam, porém, levantadas. Como assegurar ao cidadão que o conteúdo do seu voto não seria violado, estando o sigilo garantido?
A ética, ou a falta dela, continua a ser motivo de debate nas mais diversas áreas. A sua presença na sociedade da informação seria forma de fomentar um ambiente mais saudável, de mais rica troca de informação e, por conseguinte, criação mais efectiva de conhecimento.

Webliografia/Bibliografia:

APBAD: Código de Ética; 1999; http://www.apbad.pt/pcodetica.htm (acedido a 2 de Fevereiro de 2004)

Capurro, Rafael: Ethical Aspects of Digital Libraries; http:www.capurro.de/diglib.htm (acedido a 26 de Janeiro de 2004)

Gomes, A.R. (coordenação): Ética, in Lexicon, Vocabulário de Filosofia (actualizado em 2002); http://www.terravista.pt/ancora/2254/lexicon/etica.htm (acedido a 3 de Fevereiro de 2004)

John, Nancy: Libraries and the Global Information Infrastructure; http://www.unesco.org/webworld/infoethics_2/eng/papers/paper_13.htm (acedido a 28 de Janeiro de 2004)

Marta, Jorge: Ética e Moral; http://pwp.netcabo.pt/sitio-z/z-default/etica&moral.htm (acedido a 3 de Fevereiro de 2004)

Mosco, Vincent; Learning to be a Citizen of Cyberspace; http://www.unesco.org/webworld/infoethics_2/eng/papers/paper_21.htm (acedido a 28 de Janeiro de 2004)

Nações Unidas: Declaração Universal dos Direitos do Homem (1948); http://www.unhchr.ch/udhr/lang/por.htm (acedido a 3 de Fevereiro de 2004)

Rotenberg, Marc: Preserving Privacy in the Information Society; http://www.unesco.org/webworld/infoethics_2/eng/papers/paper_10.htm (acedido a 28 de Janeiro de 2004)

Sabbatini, Renato: Ética e Qualidade na Internet, 2000; http://www.epub.org.br/correio/cp001208.html (acedido a 2 de Fevereiro de 2004)

UMIC: Uma Nova Dimensão de Oportunidades – Plano de Acção para a Sociedade da Informação, Lisboa, Junho de 2003

domingo, fevereiro 01, 2004

Uma Leitura de Computopia – Portugal e a Era da Informação

De acordo com Ana Correia (1999), foi em 1995 que Portugal começou de facto a desenvolver políticas de informação e estratégias com vista à sua implementação no quadro da estratégia da Sociedade da Informação da Comunidade Europeia. Contudo, muito tempo antes de Portugal despertar para o advento da Sociedade da Informação, em outras nações traçavam-se já esquiços de um novo tipo de sociedade que emergia. Um desses esquiços foi traçado por Yoneji Masuda em 1971, ano em que redigiu o Plano Japonês para uma Sociedade de Informação. Mas é no seu escrito Computopia que Masuda apresenta a sua visão futurista da sociedade de informação, apresentando as suas características principais e contrastando-a com a sociedade industrial, a qual se encontrava já em declínio.
Masuda apresenta a sociedade da informação como sendo radicalmente diferente da sociedade industrial. Rejeita a denominação “Sociedade Pós-Industrial”, por considerar que “the production of information values and not material values will be the driving force behind the formation and development os society.” Os valores materiais imperaram na sociedade industrial, com o enfoque dado à produção e consumo em massa de bens materiais, às máquinas e ao poder. A sociedade da informação viria, no entender de Masuda, a retirar importância a todos aqueles aspectos, centrando-se na informação e nas tecnologias.
As tecnologias da informação seriam, para Masuda, o principal motor de desenvolvimento da sociedade da informação, tal como o motor a vapor tinha impulsionado a sociedade industrial. E se o motor a vapor serviu para substituir e optimizar o trabalho físico do indivíduo, a tecnologia dos computadores seria para um núcleo de desenvolvimento, destinado a substituir e optimizar o trabalho metal, uma vez que a produção, sistematização e disseminação da informação assumem papéis de protagonismo na sociedade da informação.
A produção de informação estaria a cargo de indústrias de informação, que se tornariam líderes e formariam o sector quaternário, mas de igual modo seria função de cada indivíduo que, à medida dos seus objectivos de futuro, deveria criar conhecimento e procurar auto-realização. Porém, importa frisar que, embora a informação possa ser produzida pelos indivíduos, a sua utilização deve ser partilhada, promovendo assim igualdade de oportunidades e liberdade de escolha.
Ao garantir igualdade de oportunidades, definida por Masuda como “the right all individuals must have, meaning that the conditions and opportunities for achieving the goals they have set for themselves must be available to them”, a sociedade da informação traria à Humanidade tempo de vida mais agradável e possibilidades de futuro, dando ao indivíduo a possibilidade de delimitar os seus próprios objectivos e levá-los a bom porto. Por outro lado, integrado numa sociedade sem classes, o indivíduo poderia mais activamente participar na democracia, a qual seria baseada na participação directa dos cidadãos e em que a decisões seriam tomadas com base em acumulação de ideias.
Liberto de regras, coerção, controlo e do trabalho de subsistência, o indivíduo teria agora liberdade para criar e formar comunidades com interesses e objectivos comuns, estabelecendo relações de simbiose caracterizadas por grande harmonia entre ele próprio e a natureza, através da qual “man approaches the universal supra life, with man and god acting as one.”
Em última instância, a sociedade da informação é vista por Masuda como “na invisible civilization” em que os valores da informação imperam. Entre as vitórias da sociedade da informação, Masuda apontava, na sua Computopia, a abolição de armas nucleares, o desarmamento total, a conquista da iliteracia e a criação de uma simbiose entre deus e o homem, assente na cooperação voluntária entre cidadãos, com vista à concretização de objectivos comuns, sem restrições de poder ou leis.
O retrato que Masuda traça da sociedade da informação é, como o leitor facilmente se apercebe, eivada de idealismo e mergulha fortemente na quimera. Se alguns aspectos focados por Masuda são, na actual sociedade, perseguidos, tal como a igualdade de oportunidades, outros porém afiguram-se bem mais distantes, como é o caso da sociedade sem classes ou leis. Mas, tendências políticas ou ideologias à parte, o relato de Masuda acaba por ser a prova de que a sociedade da informação já se anunciava, muito antes de Portugal a ter como realidade, ou pelo menos aspirar a tê-la.
Sociedade pós-industrial, a expressão rejeitada por Masuda, pretende significar um sistema “em que o trabalho físico é feito pelas máquinas e o mental pelos computadores.” Ao homem, cabe “uma tarefa para a qual é insubstituível: ser criativo, ter ideias” (Leal: 2003). O motor impulsionador da sociedade pós-industrial é “o processo de informatização da sociedade” a qual “assume dimensões globais, transformando-se num fenómeno de extraordinária ressonância tecnológica e sobretudo, cultural” (Brandão: --). O processamento de informação, o papel preponderante do conhecimento teórico na definição de novas áreas do saber, a crescente importância dada a actividades que se prendem com a Educação, a formação profissional e a investigação são algumas das linhas mestres da sociedade pós-industrial. A ênfase dada à informação e às tecnologias de informação justificam a designação sociedade de informação, também atribuída à sociedade pós-industrial.
Como foi já referido, é por volta de 1995 que Portugal começa a tomar consciência das mudanças que se vão operando um pouco por toda a parte no domínio da comunicação e informação, contemplando já estas questões nos Programas e Políticas do Governo. O Livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal acabou por ser um dos mais importantes documentos que reúne um conjunto de recomendações com vista ao desenvolvimento da sociedade da informação. Emanado da Missão para a Sociedade da Informação, o Livro Verde para a Sociedade da Informação contempla áreas como “a democratização da sociedade da informação, o Estado Aberto, o saber disponível, a Escola informada, a Empresa na Sociedade da Informação, a investigação e o desenvolvimento, entre outras. O Livro Verde para a Sociedade da Informação, em conjunto com outros documentos como o relatório eEurope 2005: uma Sociedade da Informação para Todos, traçam directrizes e apontam estratégias para a implementação da sociedade da informação em Portugal.
Mas, na verdade, o que se tem feito no nosso país no âmbito da sociedade da informação? É certo que Portugal continua a ocupar uma posição pouco favorável no que concerne algumas questões relacionadas com a sociedade da informação, no contexto da Comunidade Europeia. Contudo, algumas actividades foram já postas em prática e outras se anunciam. Os programas Internet na Escola e Nónio Século XXI são testemunhos disso mesmo, oferecendo às comunidades escolares acesso à Internet, a generalização do uso das TIC nas escolas e formação em TIC, entre outras. Por outro lado, a constituição de Bibliotecas Digitais, o site Terravista (iniciativa do Ministério da Cultura) e o motor de busca TUMBA e ainda os programas eGovernment, eUniversidades e Cidades Digitais são também exemplos de iniciativas levadas a cabo no âmbito do desenvolvimento da sociedade da informação.
Não obstante, há ainda muito a ser feito na senda da sociedade de informação. Note-se que só em 2006, Portugal espera poder garantir ligações de rede de Banda Larga a, pelo menos, metade da população portuguesa. Resta, entre outras coisas, esperar que a população beneficiada faça parte de todo o país, incluindo áreas mais remotas, de difícil acesso, mais desfavorecidas, garantindo assim que, de facto, há igualdade de oportunidades, igualdade essa preconizada nos diversos relatórios para a sociedade de informação e prevista mesmo por Masuda. Não se afigura tarefa fácil garantir a igualdade de oportunidades a uma população em que, à partida, existem já desigualdades que se prendem não só com as condições de vida, mas também com o acesso a serviços ou com aspectos tão importantes como as habilitações no que concerne operações básicas com as novas tecnologias…
Parece-nos que Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer, rumo à sociedade da informação, cujo potencial, se concretizado, “contribuirá para melhorar as qualificações e o conhecimento dos Portugueses, aumentar a produtividade e competitividade das empresas, modernizar o aparelho de Estado e dinamizar a Sociedade Civil” (UMIC: 2003). Será esta a nossa Computopia?

Bibliografia/ Webliografia:

Masuda, Yoneji: Computopia, disponível em http://pensarediscutir2.blogspot.com

Comissão da Comunidade Europeia: eEurope 2005: Uma Sociedade da Informação para Todos, Junho 2002

UMIC: Uma Nova Dimensão de Oportunidades, Junho 2003

Brandão, Edemilson Jorge Ramos: Informática e Educação – Uma Difícil Aliança, disponível em http://upf.tche.br/~brandao/sociedade.html (acedido a 15 de Janeiro de 04)

Correia, Ana Maria Ramalho: Moving towards an Information Society in Portugal, 1999, disponível em http://www.isegi.unl.pt/DOCENTES/acorreia/preprint/SpainpaperWeb.htm (acedido a 29 de Janeiro de 04)

Leal, Manoel Flávio: Sociedade do Conhecimento: Impactos para o Futuro, Setembro de 2003, disponível em http://www.pr.gov.br/batebyte/edicoes/2003/bb135/sociedade.shtml (acedido a 15 de Janeiro de 04)

Silva, Francisco: Da Sociedade da Informação às Flexibilidades…, in Jornal A Página da Educação, ano 12, nº128, Novembro 2003, disponível em http://www.apagina.pt/arquivo/Artigo.asp?ID=2778 (acedido a 31 de Janeiro de 04)

sexta-feira, janeiro 16, 2004

Este será o meu Blog de Notas para registar ideias e comentários, mormente aqueles que, preferencialmente, se insiram no âmbito do curso de Gestão de Informação, do MEIBD, embora outros possam também aqui ser registados, sem que, directamente, se relacionem com a temática do referido curso.